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30 de mar. de 2012

Nice to meet you, Jeff.


Sempre fui atraído por bandas e artistas que gravaram somente uma obra, sou da opinião que ao conceber apenas um disco, o artista confere sua sinceridade e admite que usou todo o estoque criativo (ou não) naquele álbum, então, geralmente esses são de extremo bom gosto.
Há alguns meses atrás li um texto sobre um músico o qual eu não conhecia, Jeff Buckley. Apostei todas minhas fichas, e sem baixar as mp3 (argh...) do único álbum do cara, "Grace", resolvi adquirir o disco na minha última viagem ao exterior.
O disco ficou na fila de várias outras aquisições, mas ele soube esperar sua hora, e quando esta chegou...


O que é aquilo? Que lirismo, que expressão de sentimentos, que interpretação peculiar, tudo que uma música pede o cara sabe dar. Faixa após faixa eu ia me perguntando onde eu estava desde 1994, quando foi lançado o disco. Tudo bem que a internet ajuda nas pesquisas musicais, e naquela época, blá, blá, blá...
Ouvi o disco antes de dormir e vou fixar meus próximos dias nessa gema musical, mas se na primeira audição fez esse estardalhaço...

21 de set. de 2011

Indicando...

Vou indicar dois álbuns, aquisições recentes deste que vos escreve, que são meus favoritos a disco do ano, não pelo lançamento, e sim pela descoberta.

Metronomy - The English Riviera (2011)



Arrisco a dizer que esse disquinho vai figurar em quase todas as listas de melhores do ano de 2011, aumento minha aposta dizendo que ele vai estar entre os 10 primeiros colocados. Terceiro disco da banda, e sem dúvida o mais "orgânico", li esse adjetivo em outro blog, o qual não consigo lembrar o nome e achei a melhor definição para diferenciar este álbum dos anteriores. Eu explico, a banda faz um synthpop de muito bom gosto, e nesse álbum a músicas parece mais "banda" e menos computadores. Mesmo que você não curta um sonzinho mais eletrônico, não vai se arrepender de dar uma chance pra banda.

Grace Jones - Hurricane (2008)



Estou eu olhando as fileiras de CD da Other Music em Nova York quando a atendente coloca um som que me chama a atenção, um som que me fisgou na primeira ouvida. Pergunto para a americana que som era aquele saindo das caixas, ela me mostra o CD, era esse da foto, mas não o CD principal, era o segundo CD, um CD extra de versões Dub das faixas do disco. Assumo que essa nunca foi minha praia musical, mas gostei do que ouvi. E adivinha? Não, não comprei o disco. Saí de lá com mais de 15 CDs, e este não estava entre eles. Fiquei com aquele disco na cabeça e comprei em uma outra oportunidade, em outra loja, mais barato. Ótimo!
Falando da maravilhosa voz que saía das caixas da loja, Grace Jones já tem uma extensa carreira, desde o final dos anos 70 que lança discos, se eu conhecia? Não, logo, não posso indicar outro disco nem dizer qual o melhor da cantora, quem sabe em outro post, pois vou pesquisar (sinônimo de baixar, fazer download, piratear) sobre os álbuns antigos e tirar minhas conclusões. O som é um soul cadenciado com uma levada ragga e texturas eletrônicas complementando a maioria das ótimas nove faixas que compõe o disco. Ouça já!