28 de set de 2011

O Rock morreu? Só se for pra você!!!



O clima de Rock in Rio é bem interessante, pessoas do país inteiro acompanhando de perto e de longe tudo que se passa na Cidade do Rock. Digamos que o Rock in Rio é igual a Copa do Mundo, onde todos viram patriotas durante o evento, no festival, roqueiros virtuais temporários inundam as redes sociais e se tornam Wikipedias musicais ambulantes. Quanto ao line, as cornetas vão vir de todos os lados, eu mesmo fui um que desceu a lenha no cast do festival, mas refletindo melhor e verificando os anteriores, até que não foi tão ruim as escolhas e divisões dos dias.
Não vou entrar em detalhes sobre o festival e seus shows, na verdade esse posto é para refletir algo que li numa dessas redes sociais. Alguém falando que o Rock de verdade acabou. Tudo bem, eu sei, essa afirmação invade todos os meios de comunicação musicais, mas cada um argumenta da forma que quiser, e a forma mais coerente que eu encontrei foi um post rápido por aqui. Longe de mim querer contar a história do rock em poucas palavras, mas, se você acompanhar comigo as próximas linhas vai dar uma segunda chance a si mesmo e ver que nosso amigo sessentão continua em plena forma.

Década de 50, ele era apenas um filhote, os pais? Elvis Presley, Chuck Berry, Little Richard e mais alguns que vieram a criar o Rockabilly, que muitos costumam de chamar de Rock n´Roll, uma forma mais chacoalhante do estilo e que predominou junto com algumas baladas e muita inspiração do blues.

Década de 60, o que falar de uma década que deu ao mundo bandas como Beatles e Rolling Stones? Seria covardia com outros grupos citá-los aqui, mas não podia deixar de fora o gigante do Pink Floyd com sua formação mais psicodélica que esse já teve. Existiram também outros grupos que tentaram se aproveitar da onda beat que rolava na época, mas eu não vou dar o caminho das pedras, se você curte, corra atrás que os anos 60 é um mundo maravilhoso de bandas esplêndidas.

Década de 70, talvez aqui tenhamos o auge da criatividade musical, com bandas, sons e álbuns clássicos borbulhando de todos os lados, para resumir e década eu cito a trinca-pesada, a tríade que criou o Heavy Metal: Black Sabbath, Deep Purple e Led Zeppelin. Nessa década surgiu o hard-rock setentista, tema de muita pesquisa dos colecionadores mundo afora, com bandas que beiram a perfeição, muitas dessas com uma fonte blues dilatada em seus sons. Não vou nem entrar na seara do Punk...

Década de 80, daqui surgiram algumas de minhas bandas preferidas, talvez por ter sido a época onde comecei a enveredar pelo maravilhoso universo musical, Iron Maiden, U2 e R.E.M. são o crème de la crème da década, mera opinião pessoal. Estilos como a New Wave, Hard Rock e Heavy Metal (ah, o Metallica...) tiveram suas maiores crias nessa época.

Década de 90, uma época bastante fértil na música, em todo mundo jovens queriam fazer diferente do que seus hérois já tinham feito, isso levou a uma safra enorme de bandas pelo mundo todo. Oasis, Nirvana, Pearl Jam, Red Hot Chili Peppers (na verdade é do final do anos 80, mas teve seu auge no início dos anos 90), Blur, etc, incentivavam aos garotos da época a erguerem suas guitarras e montarem bandas que criaram estilos variados, bandas do mesmo gênero, mas com som bastante diferente entre si. O Grunge foi o grande Frankstein musical da década.

Chegamos aos anos 2000, a década mais injustiçada de todas, com a internet e a globalização o dia ficou mais curto e as horas mais rápidas, as pessoas ficaram sem tempo para ouvir o que de novo estava surgindo no cenário de seus país e do mundo, todos ficaram mais acomodados e ouvindo somente o que já estava ao seu alcance, o que leva muitos a afirmar que "o Rock morreu", "não tem nada de novo no Rock", etc. Posso afirmar para você, jamais a música teve tantos representantes relevantes e discos agradáveis como essa década! Aí você resmunga, clássicos igual aquela época não tem. Eu repasso, o que é um clássico? O que torna um disco ou banda clássica? O tempo? A importância? Isso é assunto para outro tópico. Quanto as bandas dos anos 200, temos o Coldplay cada vez maior (candidato a clássico?), o Queens of the Stone Age quebrando tudo com seus discos em constante evolução, bandas como Keane, The Killers, Kings of Leon, Arcade Fire enchendo estádios, isso mesmo, estádios, as mesmas arenas que outrora recebeu bandas como Pink Floyd, Queen e Rolling Stones, servindo de berço para novas bandas. O Muse demonstrando uma competência ímpar, Franz Ferdinand lançando discos ótimos e vários outros que não me vem a memória agora. Dêem tempo para essas bandas mostrarem seus trabalhos sem pressão e por puro amor ao Rock, são novas, mas somente o Senhor da Razão vai conceder o lugar deles no Hall da Fama.

21 de set de 2011

Indicando...

Vou indicar dois álbuns, aquisições recentes deste que vos escreve, que são meus favoritos a disco do ano, não pelo lançamento, e sim pela descoberta.

Metronomy - The English Riviera (2011)



Arrisco a dizer que esse disquinho vai figurar em quase todas as listas de melhores do ano de 2011, aumento minha aposta dizendo que ele vai estar entre os 10 primeiros colocados. Terceiro disco da banda, e sem dúvida o mais "orgânico", li esse adjetivo em outro blog, o qual não consigo lembrar o nome e achei a melhor definição para diferenciar este álbum dos anteriores. Eu explico, a banda faz um synthpop de muito bom gosto, e nesse álbum a músicas parece mais "banda" e menos computadores. Mesmo que você não curta um sonzinho mais eletrônico, não vai se arrepender de dar uma chance pra banda.

Grace Jones - Hurricane (2008)



Estou eu olhando as fileiras de CD da Other Music em Nova York quando a atendente coloca um som que me chama a atenção, um som que me fisgou na primeira ouvida. Pergunto para a americana que som era aquele saindo das caixas, ela me mostra o CD, era esse da foto, mas não o CD principal, era o segundo CD, um CD extra de versões Dub das faixas do disco. Assumo que essa nunca foi minha praia musical, mas gostei do que ouvi. E adivinha? Não, não comprei o disco. Saí de lá com mais de 15 CDs, e este não estava entre eles. Fiquei com aquele disco na cabeça e comprei em uma outra oportunidade, em outra loja, mais barato. Ótimo!
Falando da maravilhosa voz que saía das caixas da loja, Grace Jones já tem uma extensa carreira, desde o final dos anos 70 que lança discos, se eu conhecia? Não, logo, não posso indicar outro disco nem dizer qual o melhor da cantora, quem sabe em outro post, pois vou pesquisar (sinônimo de baixar, fazer download, piratear) sobre os álbuns antigos e tirar minhas conclusões. O som é um soul cadenciado com uma levada ragga e texturas eletrônicas complementando a maioria das ótimas nove faixas que compõe o disco. Ouça já!